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- Desafio -

Plano Nacional das Artes

À roda de uma árvore nasceu um poema!

Em 77 palavras e trabalhando vários recursos expressivos, os alunos de 7.º ano dedicaram um poema a uma árvore que escolheram, associando-a a:

  • Um cheiro;

  • Um sabor;

  • Uma cor;

  • Um objeto;

  • Um instrumento musical;

  • Um sentimento;

  • Uma peça de roupa;

  • Uma estação do ano.

Eis o resultado!

A NOSSA ÁRVORE

1

Ema L.

O limoeiro cheira a hortelã

Num refresco de verão.

O limoeiro sabe a sol,

Sumos, temperos e doçaria sem colesterol.

O limoeiro tem cor de areia

Levada pelo mar que a ondeia.

O limoeiro é como um ferro,

De tronco rijo, que persiste em crescer.

O limoeiro toca um acordeão,

Feliz em viver sem solidão.

O limoeiro lembra a gratidão,

Vinda do fundo do coração.

O limoeiro veste umas jardineiras à maneira,

Com poeira em qualquer estação.

2

Emília D.

O sobreiro cheira a montado,

Cheira a campos cheios de vida.

O sobreiro sabe a resistência,

Força que dura décadas.

O sobreiro tem cor castanha,

Cor da cortiça com rugas grossas.

O sobreiro é um tarro,

Que guarda os sabores do tempo.

O sobreiro lembra o cante alentejano,

Ao som do acordeão de fundo.

O sobreiro dá-nos conforto e silêncio,

Dá-nos sombra num dia de verão.

O sobreiro veste uma samarra,

Para aguentar o frio do inverno.

3

Fernando D.

A cerejeira cheira a esperança,

Leve e amorosa.

A cerejeira tem sabor adocicado

Como o do mel.

A cerejeira tem cor rosada,

Bela ao entardecer.

A cerejeira é uma caixa de joias

Com valiosas lembranças.

A cerejeira tem um som calmo,

Igual ao do violino.

A cerejeira demonstra amor

Quando me deito em suas flores macias.

A cerejeira usa roupas frescas,

Que protegem a sua frágil pele.

A cerejeira, na primavera, fica perfeita.

Eu a amo ver.

4

Inês F.

O jacarandá cheira à coragem

De quem sobrevive em qualquer lugar.

O jacarandá sabe a Argentina,

Sabe a tango, sabe a férias.

O jacarandá tem belas flores roxas

Penduradas nos delicados ramos,

Lembrando fina porcelana

A tilintar ao som do vento.

O jacarandá parece uma flauta

De onde ouvimos o seu movimento.

O jacarandá transmite proteção

Como o colo de uma mãe.

O jacarandá enfeita-se

Com um lindo vestido de linho lilás,

Perfeito nos dias de verão.

5

Isaac V.

A oliveira cheira a Natal,

A azeite e batatas com bacalhau.

A oliveira sabe a aconchego familiar

Quando estamos todos juntos reunidos.

A oliveira tem a cor do campo,

Que é bonita por ser variada.

A oliveira parece um relógio

A fazer o tempo passar devagar.

A oliveira toca guitarra

Com som da terra alentejana.

A oliveira desperta a amargura

Do trabalho com sacrifício.

A oliveira veste um xaile quente

Para se proteger do frio do inverno.

6

Leonor P.

A macieira cheira à infância,

Onde corríamos e brincávamos sem medo.

A macieira sabe a criatividade,

A desenhos e a poemas.

A macieira tem a cor vermelha

Dos seus doces frutos.

A macieira lembra uma boneca,

Divertida, querida e colorida.

A macieira é como uma viola,

Conhecida e adorada por todos.

A macieira desperta a alegria,

Do sorriso infantil.

A macieira veste um vestido

Bonito, leve e fresco

E traz a calma e doce brisa do verão.

7

Nia S.

A sakura cheira a tranquilidade

E à calma com que vive.

A sakura sabe ao respeito

Que se respira na cultura japonesa.

A sakura é cor-de-rosa,

Cor bela como o seu exterior.

A sakura é um leque

Leve como a brisa que passa,

Levando pequenas pétalas.

A sakura é um violino

Com uma melodia bonita e graciosa.

A sakura é a saudade

Que sentimos do conforto.

A sakura usa um vestido

Fresco e florido como a primavera.

8

Teresa R.

O ipê-branco cheira a baunilha

Derretida pelo calor do sol.

O ipê-branco sabe ao encanto

De uma terra pobre e um solo seco.

O ipê-branco tem a cor da felicidade,

Que as pessoas sentem.

O ipê-branco é uma folha de caderno,

Onde reescrevo histórias sem fim.

O ipê-branco é uma flauta transversal,

Tocando músicas alegres.

O ipê-branco transmite paz, calma

E frescura abanada pelo vento.

O ipê-branco veste uma capa de flores,

Que rapidamente despe na primavera.

- Concurso Interbibliotecas: AE de Portel e de Odemira -

 Estantes do Futuro

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No âmbito do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares 2025, os alunos do clube participaram no concurso Estantes do Futuro, na modalidade de Texto, imaginando e criando a sua visão da biblioteca escolar do futuro.
Trabalharam em grupo e individualmente, escrevendo textos muito criativos e originais, sem medo de partilhar ideias.
Um deles foi destacado pelo júri na Categoria C - 3.º Ciclo do Ensino Básico. 

TRABALHO PREMIADO!

 

A nossa Biblioteca Escolar do Futuro

A biblioteca escolar do futuro, na nossa opinião, continuará a ser um local de interesse para os alunos, onde os livros os transformam, permitindo-lhes imaginar, sentir e compreender o mundo, mas acompanhará os tempos e será mais moderna.

Terá robôs-assistentes que andam pela biblioteca para satisfazer qualquer necessidade dos utentes e poderá até recomendar-lhes livros, tendo em conta os seus gostos.

Junto das estantes, haverá computadores ultramodernos para pesquisas rápidas, digitando o nome dos livros. Depois uma mão artificial do computador, com um braço extensível, irá recolhê-los para os entregar nas mãos de quem os procura.

Será possível ler livros virtuais gratuitamente, como ebooks e audiobooks, na companhia de animais de estimação ou de apoio emocional, o que poderá aumentar a capacidade de concentração de leitura.

Haverá ateliês temáticos para promover aprendizagens específicas e salas de pesquisa com computadores muito rápidos. Os espaços serão mais apelativos para as crianças e os jovens, com atividades e livros apropriados às respetivas idades.

Haverá zonas de convívio mundial, onde alunos de todo o mundo poderão conviver em espaços virtuais, criados em pequenas salas da biblioteca, com tradutores automáticos para todos poderem comunicar e partilhar ideias em todas as línguas.

Haverá espaços de lazer para apreciar um momento de paz e cada um poderá fazer o que mais gosta. Serão criadas salas de ioga para relaxar tranquilamente depois da leitura de um livro.

A nossa biblioteca escolar do futuro será um verdadeiro centro de inovação e de convívio cultural inclusivo e não apenas um depósito de livros como, infelizmente, muito a veem agora.

Emília D., Fernando D. e Nia S.

Surpreendentes Estantes do Futuro

As bibliotecas escolares não vão deixar de ser um espaço de trabalho, mas vão reorganizar-se e diversificar a sua oferta, surpreendendo quem as procura.

Passarão a ser um local onde diferentes gerações interagirão e todos ganharão com esse convívio. Os mais novos ensinarão os mais velhos a integrar-se nas redes sociais. Juntos, ajudar-se-ão, porque se uns gostam de tecnologia, os outros têm muitas histórias para partilhar, contadas com graça e paixão.

Os alunos estrangeiros serão recebidos em clubes de línguas, dentro das bibliotecas, para se integrarem com mais facilidade. Todos serão professores uns dos outros, ensinando as suas línguas maternas e, ao mesmo tempo, treinando as estrangeiras. Todos falarão sem medo de errar e haverá bibliotecários-robôs a orientar apenas os trabalhos, sem interferir em nada. Assim, será muito mais interessante aprender outras línguas e conhecer outras culturas.

Os laboratórios de línguas serão outra novidade. Serão equipados com mobiliário adequado, computadores e auscultadores para os alunos desenvolverem competências em línguas estrangeiras, fazerem gravações de trabalhos de oralidade pedidos pelos professores, realizarem trabalhos de todas as disciplinas com recurso às novas tecnologias, dedicarem-se à produção escrita e de música, entre outras coisas. Uma impressora 3D para transformar as várias ideias dos alunos em objetos estará ao dispor de todos.

Continuará a haver livros de papel, como é óbvio, mas imagino que a oferta digital seja maior. O espaço das bibliotecas será completamente remodelado e surpreendente, terá gigantescas paredes envidraçadas. O mobiliário será colorido e confortável, com armários discretos parecidos com camas a convidar a uma leitura relaxada, olhando para o céu. Na biblioteca, voamos com a imaginação.

Eu gostaria muito de, enquanto aluno, poder visitar brevemente uma biblioteca escolar do futuro. Seria um espetáculo!

Isaac V.

O Futuro das Bibliotecas Escolares

Para nós, a biblioteca escolar do futuro será simplesmente fantástica. Sofrerá melhorias em relação às que atualmente conhecemos e terá funcionalidades muito mais amplas e inovadoras.

Começando pela arquitetura, descrevemo-la como um local muito espaçoso, com grandes janelas de vidro, por onde a luz natural entra e as árvores e as flores são observadas sem barreiras.

Nesse recinto de grande dimensão, os alunos poderão frequentar diversos ateliês de costura, cozinha, pintura, dança e moda e explorar novas capacidades. Poderão fazer trabalhos escolares, realizar podcasts e gravar audiolivros, usando estúdios de gravações da biblioteca, equipados com alta tecnologia. Na biblioteca, será possível ver filmes baseados nos livros lidos, podendo depois os alunos comentar e dar a sua opinião, desenvolvendo o pensamento crítico.

Os livros continuarão a ter lugar de destaque e haverá informações expostas sobre escritores muito ou pouco conhecidos a promover os seus livros. Continuará a haver requisição de livros e atividades de escrita, leitura e jogos. Os alunos darão feedback dos livros que leram quando os entregarem. Haverá debates e troca de ideias entre colegas.

A biblioteca escolar será ainda um lugar mais inclusivo. Para os alunos surdos, haverá intérpretes de língua gestual; para os cegos, livros em Braille; para os que têm dificuldades de locomoção, como quem usa cadeira de rodas, serão criados acessos adequados e haverá mobiliário adaptado.

Os alunos estrangeiros sentir-se-ão integrados na casa dos livros. Aprenderão e praticarão a nossa língua ao mesmo tempo que os portugueses desenvolverão as suas capacidades em línguas estrangeiras. E todos ganharão com esta interação.

Os alunos com dificuldades na leitura terão uma área reservada, com animais de estimação, que os ajudarão a enfrentar a ansiedade enquanto leem. Todos sabemos que os animais são ótimos ouvintes e não criticam…

A biblioteca escolar do futuro será um lugar para nos sentirmos em casa, acolhidos num espaço que todos poderão frequentar.

 Inês F., Leonor P. e Teresa R.

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Dia Universal dos Direitos da Criança  

Em 1959, no dia 20 de novembro, a Assembleia das Nações Unidas aprovou a Declaração dos Direitos da Criança.

Em 77 palavras, os alunos de 7.º ano escreveram sobre um direito, defendendo-o,
reclamando-o ou simplesmente apreciando-o.

1

Emília D.

Foi uma história marcante aquela que me revelaram.

Hoje conheci uma pessoa que me contou um pouco de si. Foi traumatizante. Soube que, quando era pequena, fora abandonada e deixada num orfanato. Lá exploravam-na, punham-na a trabalhar até não aguentar mais. A única coisa que lhe davam para comer era um prato de arroz ao almoço e outro ao jantar.

Na minha opinião, ninguém deveria passar por uma situação horrível assim. Ninguém deve ser vítima de crueldade.

2

Fernando D.

Eu chamo-me Ferran Pérez. Tenho 18 anos e este é o meu relato de como a cidadania portuguesa me foi negada por falta de ligação a Portugal.

Sou espanhol e morei em Bilbau. Em 2016, acabei por me mudar para Braga, cidade dos meus avós. Tinha 17 anos. A primeira coisa que fiz, quando cheguei a Portugal, foi tratar dos meus documentos, mas não consegui a cidadania portuguesa.

Todos temos direito a uma. Sou neto de portugueses.

3

Isaac V.

Sabia quais eram os meus direitos. Embora fosse novo, ainda ninguém me tinha convencido de que não me conseguia defender.

No primeiro dia do primeiro ano, ia eu para a escola e ouvi uns meninos mais velhos a dizerem que eu não podia frequentar aquele ano porque não tinha altura suficiente.

Eu já tinha comprado os livros e conhecia muito bem o direito que todos têm à educação.

Voltei-lhes as costas e fui-me embora para a sala.

4

Leonor P.

Eram cinco da manhã quando vi aquele menino. Perguntei-lhe onde ia tão cedo. “Vou para o trabalho”, disse ele num tom cansado de quem não dormiu. “Mas as crianças não podem trabalhar!”, protestei.

O seu nome era Pedro, tinha 11 anos e trabalhava no campo. Falei mais um pouco com ele. Contou-me que não ia às aulas há meses.

Denunciei a situação à CPCJ. Agiram e foi feita justiça, pois ele só voltou a trabalhar anos depois.

5

Maria Inês F.

Tinha apenas 12 anos em 1939 e, dada a situação do país, teve de fugir com a família para Inglaterra. Deixou a sua cidade, Berlim, a casa e os amigos.

Apesar de a sua situação em Inglaterra ter melhorado, nunca conseguiu esquecer os traumas que viveu. Como quando a proibiram de andar de transportes públicos e também de frequentar as piscinas municipais.

Achava a vida tão estranha. Deveríamos ter todos os mesmos direitos independentemente da nossa origem.

6

Nia S.

Andavam ambas na mesma turma. Eram grandes amigas, mas muito diferentes. Uma era privilegiada perante o mundo: branca, bonita e rica. A outra tinha pele escura, era cheiinha e pobre.

Certo dia, depois de uma aula de Educação Física, nos balneários, uma aluna reparou que o seu anel desaparecera. Contou às colegas e algumas acusaram, sem provas, a aluna negra. Ninguém merece ser vítima de tamanha injustiça.

Mais tarde, soube-se que a culpada fora a aluna rica.

7

Teresa R.

Acabara a visita no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, estava com a cabeça pesada e o pensamento a mil.

Não conseguia esquecer as atrocidades cometidas, as mortes aos milhares, a roupa e o calçado queimados, as joias roubadas, as almas perdidas. Pensara por muito tempo e perguntava-se pelos direitos daquelas vítimas.

Com o bilhete da visita na mão, naquele momento, agradeceu por se sentir protegido contra qualquer forma de discriminação racial, religiosa ou de qualquer outra natureza.

Com apenas 77 palavras, os alunos de 7.º ano escreveram histórias contadas a partir do seguinte percurso de palavras:

 

Leitão → rolha → almofariz → despertador → bola de ténis → vespa → papel.

Eis o resultado!

1

Aércio L.

Batista Leitão mudou-se para a quinta cheio de esperança. Ao entrar no celeiro, tropeçou numa pequena rolha e quase caiu. Depois, derrubou o almofariz da avó, espalhando as sementes e as ervas no chão. Entretanto, o velho despertador tocou alto, lembrando-o das tarefas do dia. Ao sair, chutou uma bola de ténis, que rolava pelo caminho, enquanto uma vespa zumbia sobre as flores e pousava num papel amassado. Batista suspirou, rindo: a vida na quinta prometia aventuras.

2

Diogo  B.

O senhor Leitão foi ao restaurante. No meio da refeição, foi à casa de banho. Quando se levantou, escorregou numa rolha, perdeu o equilíbrio e derrubou a empregada que trazia um almofariz na mão. Pediu desculpa e continuou. Pouco depois, o despertador do seu telemóvel tocou para avisar que tinha jogo. Tirou a bola de ténis do bolso e saiu. Na rua, foi picado por uma vespa. Só tinha um lenço de papel para pôr na picada.

3

Emília D.

Num restaurante, um cozinheiro estava a preparar uma refeição. Ele pôs o leitão numa travessa, tirou a rolha a um vinho e juntou-o aos temperos que colocou no almofariz. Quando o despertador tocou, tirou do forno uma batata que parecia uma bola de ténis. Para terminar a receita, pegou na velha picadora que a trabalhar zumbia como uma vespa. Por fim, polvilhou toda a travessa com uma camada de queijo fina como papel. Ficou realmente muito bom.

4

Fernando D.

André Leitão ganhou um campeonato. Para comemorar, abriu uma garrafa de champanhe. A rolha voou tão alto que ninguém conseguiu vê-la novamente. Ele e a mãe foram fazer o almoço. Enquanto ela triturava o alho no almofariz, escutaram o despertador tocar, indicando que as batatas estavam prontas. Depois do almoço, Leitão foi jogar ténis. Chegando lá, foi atingido por uma bola de ténis. Junto com a bolada, veio uma vespa que o picou, cumprindo o seu papel.

5

Flor V.

Fui ao campo com os meus pais, vi um leitão. Voltando, parámos num restaurante. Eles pediram vinho, mas a rolha não saía. Espreitei pela janela da cozinha e vi a cozinheira a picar alho no almofariz. Tivemos um bom jantar. Fomos para casa. Dormi cedo. No dia seguinte, acordei com o despertador, vesti-me e fui para a escola com uma bola de ténis laranja. O meu pai foi-me buscar de Vespa. Peguei num papel e escrevi isto.

6

Isaac V.

No outro dia, fui à quinta e vi que o meu leitão estava triste. Percebi que a mãe dele tinha morrido. À hora de almoço, preparei o vinho, tirei a rolha e reservei. Esmaguei os alhos no almofariz para a açorda. No dia seguinte, o despertador tocou às nove. O meu cão acordou, pegou na bola de ténis e começou a brincar. Depois fui às compras na minha Vespa e comprei muitos rolos de papel de embrulho.

7

Leonor P.

Era um dia comum no mercado onde trabalho. Pessoas passam com caixas de leitão e vinho que parece bom, mas sabe a rolha. Passei pela prateleira dos cereais e vi um almofariz no chão. Quando o ia apanhar, ouvi o despertador e acordei. Foi tudo um sonho, parecia que tinha sido atingida por uma bola de ténis. Como estava atrasada, vesti-me, comi e fui na minha Vespa, agora acordada, para o mercado para cumprir o meu papel.

8

Maria Inês F.

A mãe gritava para tirarem o leitão do forno. O pai dizia que a rolha não cheirava bem e que o vinho cheirava pior que a salsa que estava há um mês no almofariz. O despertador dizia que a manteiga já estava derretida. Uma bola de ténis segurava a Vespa miniatura do filho para não cair ladeira abaixo. Então chega a avó e diz “Que confusão! Agora sou eu que faço a comida!”, cumprindo o seu papel.

9

Maria M.

A Matilde Leitão estava cansada porque já era tarde. Enquanto jantava, viu uma rolha caída ao lado do sofá. Arrumou-a e foi dormir. No dia seguinte, quando acordou, ajudou a mãe no almoço. Usou um almofariz para esmagar os temperos. Enquanto almoçavam, tocou o despertador para ir ao treino. Agarrou numa bola de ténis e na raquete e foi com a mãe na Vespa. Quando chegou, entregou ao treinador o papel da autorização para o torneio feminino.

10

Nia S.

Num jantar, um leitão era cozinhado. O marido tirava a rolha com um pequeno saca-rolhas, servindo o vinho enquanto a sua esposa picava o alho no almofariz. O filho mais velho prestava atenção ao despertador do fogão. O do meio brincava com o mais novo, jogando com a bola de ténis no quintal cheio de flores, o que levou a casa a ser invadida por uma vespa, que logo foi morta com um papel de jornal enrolado.

11

Ricardo B.

O senhor Leitão era um resmungão. Só o acalmava um bom vinho, mas o que bebia sabia a rolha. Então começou a resmungar ainda mais. O pior foi quando tropeçou num almofariz perdido pelo chão enquanto o despertador apitava porque era hora de ir ao treino de ténis. Entretanto, lembrou-se que tinha encomendado uma bola de ténis nova. Alguns minutos depois, chegou o carteiro de Vespa e entregou-lha com o papel da fatura. Jogará ele sem resmungar?

12

Tomás M.

Certo dia, a minha mãe preparou um belo leitão. Abriu uma garrafa de vinho e tirou a rolha. Usou um almofariz para bater os alhos. De repente, acordei com o despertador e a mãe chamou-me para ir ajudá-la. Quando ia a entrar na cozinha, escorreguei numa bola de ténis e, para me correr pior o dia, andava uma vespa no ar que me picou. Fui então buscar um papel molhado para pôr na picada porque me doía.

Todas as crianças têm direito a uma identidade: a um nome e a uma nacionalidade.

As crianças têm direito a uma justiça adequada à sua idade.

Todas as crianças têm o direito de crescer com saúde.

As crianças têm o direito de brincar.

Sempre que possível, as crianças devem viver com a sua família.

As crianças têm direito à vida privada.

Os deveres das crianças.

Os Direitos das Crianças,

de Luísa Ducla Soares 

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